quinta-feira, 29 de setembro de 2011

velha e doce melodia...

o amor é sem tamanho, sem peso nem medidas, é adaptável a cada centímetro de nós, nos invade a cada inspiração, e tem o poder de expulsar as coisas feias de nós a cada expiração.
não se mede o amor, simplesmente o amor é sublime, é mágico, não tem explicação. o amor é aquilo que nos faz sentir únicos, que nos faz adormecer como anjos, e acordar como se todas as manhãs tivessem o sol leve e o frescor da primavera. o amor é olhar para alguém e ter a certeza que tudo que acontecer vai ser mais leve ou menos pesado. esse é o amor que existe, que ninguém inventa, é o que acontece naturalmente, o que muitos podem ver, mas que poucos verdadeiramente sentem.
SA

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Abrace!

Sabe quando uma pessoa parece carregar o peso do mundo nas costas?
Um abraço pode aliviar metade deste peso.
Um simples abraço: tira-nos o peso da alma, cura feridas instantâneas, alivia dores intensas, não custa nada e é imensamente aconchegante.
Ofereça um abraço e seu dia será leve e pleno. SA

terça-feira, 16 de agosto de 2011

felicidade (in)determinada

neste momento de total harmonia, felicidade e paz, vou tentar congelar por um tempo esta sensação de ser intensamente o eu otimista. vou calar e observar. talvez fale pouco, mas vou ouvir ainda mais e reinventar novas palavras. não sei quanto tempo pode durar, um longo sermão de aprendizagem ou um curto segundo de euforia. vou esperar pelas novas sensações, novas cores, novos balbucios. como é inspirante a felicidade. SA

terça-feira, 2 de agosto de 2011

som e silêncio

desconheço
meu eixo, me distorço.
encontro
seu ponto, no primeiro instante.
adormeço
findando qualquer desencontro.
desperto
em silêncio e fujo.
mas volto
e percorro
o mesmo contorno,
com o mesmo encanto.
SA

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A minha próxima vida.

Na minha próxima vida quero vivê-la de trás pra frente.
Começar morto para despachar logo esse assunto.
Depois acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa.
Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a aposentadoria e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia.
Trabalhar por 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo, e depois estar pronto para o secundário e para o primário, antes de virar criança e só brincar, sem responsabilidades. Aí viro um bebê inocente até nascer. Por fim, passo 9 meses flutuando num SPA de luxo com aquecimento central, serviço de quarto à disposição e espaço maior dia a dia, e depois
- Voilà! - desapareço num orgasmo.....
"Woody Allen"

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Introspecção

Quando me dirijo ao mundo interior, não é para escapar do barulho incessante das ações, das exigências e confusões dos outros. Não é para alienar-me dos acontecimentos e das pessoas. É para fertilizar o solo interno, onde todas as minhas virtudes e poderes podem brotar, crescer e desabrochar. Quando estou bem alimentado por dentro, não me torno um mendigo do amor ou de respeito, porque sei ser meu próprio amigo e amigo dos outros.
{Ken O´Donnell, Lições para uma Vida Plena}

terça-feira, 7 de junho de 2011

de(li)cada melodia

se eu fosse feliz seria poeta
mas sou de uma felicidade discreta
e de melancolia sou repleta
sou a mente que alimenta a folha vazia
se fosse ao menos poesia
no meu peito triste só morava alegria
já não sou com dantes era
não sou bela
nem mesmo tenho delicadeza singela
se fosse poeta me escondia nas virgulas
e fugia nos pontos finais
se fosse poesia seria vistosa
até a dor pareceria espantosa
como nunca fui poeta
e de poesia sou vazia
poderia ser melodia
e acompanhar o poeta até dar som a poesia
nunca serei poeta nem poesia
mas vou deixar de ser vazia
e transformar em melodia
toda minha melancolia.
SA
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